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O que é MRO e como reduzir custos com materiais indiretos

  • 11 de mar.
  • 3 min de leitura

Na maioria das indústrias existe um erro estratégico recorrente: o foco total nos custos de produção enquanto os materiais indiretos passam despercebidos.

Esse conjunto de itens é conhecido no setor industrial como MRO.

Embora não entrem diretamente no produto final, eles são essenciais para manter a operação funcionando. E justamente por serem “invisíveis” na contabilidade de produção, acabam gerando desperdícios silenciosos.

Segundo estudos da McKinsey & Company e da Deloitte, empresas podem reduzir entre 10% e 20% dos custos de MRO com gestão estruturada de compras e fornecedores.

Isso significa dinheiro direto no caixa.



O que é MRO

MRO é a sigla para Maintenance, Repair and Operations (Manutenção, Reparo e Operações).

São todos os materiais utilizados para manter a operação funcionando, mas que não fazem parte do produto final.


Exemplos comuns de MRO:

Ferramentas industriaisEPIsParafusos e fixadoresLubrificantes e graxasEquipamentos de movimentaçãoMateriais elétricosItens de limpeza industrialEquipamentos logísticosPeças de reposição


Uma indústria média pode trabalhar com centenas ou milhares de itens MRO diferentes.

O problema começa exatamente aí.


Por que o MRO gera tanto desperdício

Existem três motivos principais.

1. Compras descentralizadas

Cada setor da empresa compra o que precisa.

Produção compra uma coisa.Manutenção compra outra.Almoxarifado compra outra.

Resultado:

• fornecedores duplicados• preços diferentes para o mesmo item• falta de padronização

2. Compras emergenciais

Quando uma peça quebra ou um item falta no estoque, a compra vira urgente.

Compras emergenciais normalmente significam:

• preço maior• frete mais caro• decisões rápidas sem negociação

3. Estoque desorganizado

Muitas empresas nem sabem exatamente o que possuem em estoque de MRO.

Resultado:

• itens duplicados• materiais parados• compras desnecessárias


O impacto financeiro que ninguém calcula

Em muitas indústrias o MRO representa entre 5% e 10% do custo operacional total.

Parece pouco.

Mas quando a gestão é ruim, o desperdício pode chegar a 30% desse valor.

Exemplo simples:

Empresa com custo operacional anual de R$ 20 milhões.

MRO representa 7%.

R$ 1,4 milhão por ano.

Se 20% disso é desperdício:

R$ 280 mil por ano indo embora sem ninguém perceber.


Como reduzir custos com MRO

Empresas mais eficientes tratam MRO como gestão estratégica de suprimentos, não como compras isoladas.

Existem cinco ações diretas.

1. Consolidar fornecedores

Reduzir a quantidade de fornecedores diminui:

• tempo de cotação• processos administrativos• custo logístico

Empresas industriais eficientes trabalham com fornecedores integradores, que fornecem várias categorias de produtos.

2. Padronizar materiais

Muitas indústrias usam várias marcas para o mesmo item.

Isso gera confusão e dificulta negociação.

Padronização aumenta volume e melhora preço.

3. Criar catálogo interno de MRO

Todo item deve ter:

• código interno• especificação técnica• fornecedor homologado• preço de referência

Isso elimina compras improvisadas.

4. Controlar estoque mínimo

Itens críticos precisam de estoque mínimo definido.

Isso evita compras emergenciais.

5. Centralizar o processo de compras

Quando as compras ficam concentradas em um único processo, a empresa ganha:

• controle• negociação• previsibilidade


A tendência das indústrias mais eficientes

Cada vez mais empresas estão adotando o modelo de hub de soluções industriais.

Nesse modelo, a empresa trabalha com um parceiro que fornece diferentes soluções e itens MRO.

Isso reduz drasticamente a complexidade da cadeia de suprimentos.

Empresas que adotam esse modelo conseguem:

• reduzir fornecedores• simplificar compras• melhorar logística• reduzir custos operacionais


Conclusão

O MRO costuma ser tratado como detalhe dentro da indústria.

Mas a realidade é outra.

Uma gestão eficiente de materiais indiretos pode gerar economias significativas e melhorar a eficiência operacional da empresa.

Empresas que estruturam melhor sua cadeia de suprimentos ganham competitividade, reduzem desperdícios e aumentam previsibilidade.


 
 
 

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